Torcedor do bahia junto com os familiares fazem uma bandeira de 42 metros de diâmentro, sendo 4,20 de altura por 10 metros de largura, com a ajudar da mãe do irmão o torcedor confeciona essa enorme bandeira vejas as fotos.
sábado, 6 de novembro de 2010
PROVA DO ENEM COM ERRO DE IMPRESSÃO
Chega ao fim o primeiro dia de prova do Exame Nacional do Ensino Médio 2010 (Enem), às 16h30 deste sábado, 6. As avaliações na Bahia começaram às 12h (13h no horário de Brasília), já que o estado não aderiu ao horário de verão. Foram aplicadas as provas de Ciências Humanas e suas Tecnologias e Ciências da Natureza e suas Tecnologias. Cada caderno de prova consta de 45 questões. Portanto, neste sábado, os estudantes tiveram que responder 90 questões em 4h30.
Alguns colégios em Salvador tiveram alta abstenção neste primeiro dia de Enem. No Colégio Manuel Vitorino, de 640 alunos listados, 218 não compareceram. No Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães, a abstenção também foi grande: um terço dos alunos não compareceu - havia 900 participantes cadastrados, mas cerca de 300 não foram prestar o exame. Segundo os alunos que começam a sair das salas de prova, o exame de Ciências da Natureza foi o mais fácil do dia.
No domingo, 7, o tempo do exame na Bahia vai das 12h às 17h30 (pelo horário de Brasília, as provas acontecem das 13h às 18h30, para os estados que aderem ao horário de verão). Serão aplicadas as questões de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Redação; e Matemática e suas Tecnologias. Os estudantes precisarão dar conta de 90 questões e mais a prova de Redação, no tempo de cinco horas e meia.
O que mas chamou atenção na prova foi o erro de impressão que ocorreu, os nomes dos assuntos estavam trocado, e em divergência com o do gabarito.
Bahia joga mal e perde para o Brasiliense!!!
Em jogo na tarde deste sábado (06) na boca do jacaré em Taguatinga distrito federal, o Bahia foi derrotado pelo Brasiliense um dos últimos colocados da serie b.
O Brasiliense, que mesmo jogando mal e saindo atrás do placar virou o jogo e ganhou por 3 a 2.
O Bahia que ocupa a terceira posição marcou o primeiro gol com Everton aos 17min e Adriano cobrado pênalti fez o segundo.
Já o Brasiliense marcou com Adriano Felício ainda no primeiro tempo e Djavan que não é o cantor, mas sim um baiano de feira de Santana, marcou no segundo tempo empatado a partida e Ferrugem fechando o caixão.
A Bahia volta jogar na terça (09) as 21: hs horário de Brasília contra América/MG na Arena do Jacaré em Minas Gerais e o Brasiliense joga também na terça (09), em São Paulo com a Portuguesa.
O jogo foi um tédio para se ver,o Bahia começou bem, mas no decorrer do jogo desandou totalmente,e para piora o juiz ainda ajudou, no lance do segundo gol, era para ter expulsado o goleiro do Brasiliense, e no lance do segundo gol , o jogador estava totalmente impedido.
Mas mesmo com o resultado ruim, o Bahia tem o que comemorar, com a derrota do Sport para o São Caetano, a distancia do Bahia pro Sport que é o quinto colocado ainda continua sendo de cinco pontos. mesmo com a derrota o bahia n]ao sai do G-4, e o sonho do acesso ainda está vivíssimo.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Amor Tricolor!!!
(por Jaqueline Santana)
Às vezes, lendo os textos postados aqui no Bahêa Minha Porra, fico lembrando das histórias que vivi ao torcer por esse time: viagem de 2 dias em ônibus ruim pra ver o time em Fortaleza, copo de cerveja na cara e escolta da polícia em Recife (1988), faltar a encontro com namorado para viajar pra Feira de Santana domingo de tarde… aff… A maior responsabilidade nisso é de meu pai: o véi Vavá.
O véi Vavá nasceu em 1927, quatro anos antes do Bahêa, em Santo Amaro da Purificação, e veio morar em Soterópolis logo em seguida. Virou Bahêa assim que o time foi fundado e comparecia, religiosamente, a todos os jogos… No campo da Graça, na Fonte Nova e em todos os lugares mais, até no Barralixo…
Ele só vestia roupa azul, vermelha e branca, sendo que qualquer outra cor soava como traição. Foi sócio fundador do time… Pai de 7 filhos, pensava que sacrificar seu salário de operário da ferrovia para ajudar a manter uma das suas alegrias de vida era obrigação.
Eu sou a filha caçula, nascida após a aposentadoria. Por isso, virei sua companhia no estádio. Ralei muito joelho na arquibancada, correndo e brincando quando criança, não prestava atenção ainda no jogo e ia junto porque meus irmãos não podiam ou não queriam ir mais com ele, velho e marrento… Anos depois, adolescente, habituada e viciada igualmente no time, virei sua companhia de choro e aprendi a roer as unhas pelo time.
O tempo passou, eu cresci e deixei de ir ao estádio… Mas o véi Vavá não. Continuou a sair todo domingo, com seu radinho, sua garrafa térmica e sua almofada. Quando descobriu que tinha o direito, ganhou seu passe livre pra entrar no estádio, e esse foi uma de suas maiores alegrias. Parecia um menino ouvindo seu time jogar. Sempre com os comentários de Armando Oliveira, seu ídolo, na ponta da língua.
Nesse período, passou a levar consigo também seus remédios pra asma. Sempre com seu Hamilton, companheiro de torcida. Levava também qualquer um que pudesse acompanhá-lo, inclusive um primo meu, torcedor do Lixória… Sua esperança era catequizar o cara… Tadinho… Não adiantou, o bichinho tem mau gosto mesmo…
O véi Vavá era tão viciado no Bahêa que seu humor variava conforme o resultado dos jogos. Uma das primeiras coisas que aprendi foi dormir cedo nas quartas-feiras quando o Bahêa empatava ou perdia na Fonte… Quando ele chegava, num tinha papo, quem tivesse pela frente, sobrava!!!!
Eu respeitava tanto isso nele que, mesmo após a idade adulta, nunca arrumava namorado que não fosse tricolor, porque seria o mesmo que me condenar à segregação familiar. O mesmo aconteceu com o nome da minha filha, cuja escolha teve participação do véi Vavá: eu queria que a guria fosse minha xará. Cheguei a revelar minha vontade em batizá-la de Maria Vitória, para combinar com meu nome, que significa “o vencedor”, em hebraico. O véi Vavá disse: “Se botar esse nome, deserdo!!!” Então, a guria virou Daniela, cujo significado é: “Deus é meu juiz”… E ganhou padrão completo do Baêa, antes mesmo de nascer, pra aprender cedo.
Mas o tempo passou também pro véi Vavá. Em 2002, voltando da rua num domingo, por volta das 14 horas, encontrei-o parado, a uns 200 metros de casa, amparado num poste, arfando. Não conseguiu chegar ao ponto de ônibus para encontrar os amigos. O sentimento de humilhação que vi em seus olhos ao ser amparado por mim, no retorno à casa, foi indescritível. Esse foi o sinal de que estava acabando sua jornada na Terra: não vê-lo conseguir chegar a um jogo do Baêa era um marco, nunca antes visto. Chorei escondida… E ele também.
Mas ele viveu mais um ano ainda: o suficiente para ver muitas vezes, pela parabólica, os jogos. Seis meses após sua partida, aconteceu a tragédia: o Bahêa caiu pra segunda divisão, naquele 7 X 0 contra o Cruzeiro. Eu, ouvindo o rádio, na rua, liguei pro meu marido, que estava em casa e disse, chorando: “Se meu pai não tivesse morrido, morreria hoje!!!”
O véi Vavá se foi. Mas seu amor pelo Bahêa vive ainda, em mim, em meus irmãos e em nossos filhos. Ele não tinha herança financeira pra deixar, mas ensinou a todos nós, desde criança, um grito, um desabafo, que nada mais é do que a declaração de amor por essa religião que a gente chama de time. BORA BAHÊA, MINHA PORRRRRAAAA!!!
Valeu, véi Vavá, fica com Deus!!!
Jaqueline Santana
Texto , enviado pela amiga Jaqueline Santana ao site "Bora Baêêêaa Minha Porrraa!!!.
Publicação autorizada pela autora.
Às vezes, lendo os textos postados aqui no Bahêa Minha Porra, fico lembrando das histórias que vivi ao torcer por esse time: viagem de 2 dias em ônibus ruim pra ver o time em Fortaleza, copo de cerveja na cara e escolta da polícia em Recife (1988), faltar a encontro com namorado para viajar pra Feira de Santana domingo de tarde… aff… A maior responsabilidade nisso é de meu pai: o véi Vavá.
O véi Vavá nasceu em 1927, quatro anos antes do Bahêa, em Santo Amaro da Purificação, e veio morar em Soterópolis logo em seguida. Virou Bahêa assim que o time foi fundado e comparecia, religiosamente, a todos os jogos… No campo da Graça, na Fonte Nova e em todos os lugares mais, até no Barralixo…
Ele só vestia roupa azul, vermelha e branca, sendo que qualquer outra cor soava como traição. Foi sócio fundador do time… Pai de 7 filhos, pensava que sacrificar seu salário de operário da ferrovia para ajudar a manter uma das suas alegrias de vida era obrigação.
Eu sou a filha caçula, nascida após a aposentadoria. Por isso, virei sua companhia no estádio. Ralei muito joelho na arquibancada, correndo e brincando quando criança, não prestava atenção ainda no jogo e ia junto porque meus irmãos não podiam ou não queriam ir mais com ele, velho e marrento… Anos depois, adolescente, habituada e viciada igualmente no time, virei sua companhia de choro e aprendi a roer as unhas pelo time.
O tempo passou, eu cresci e deixei de ir ao estádio… Mas o véi Vavá não. Continuou a sair todo domingo, com seu radinho, sua garrafa térmica e sua almofada. Quando descobriu que tinha o direito, ganhou seu passe livre pra entrar no estádio, e esse foi uma de suas maiores alegrias. Parecia um menino ouvindo seu time jogar. Sempre com os comentários de Armando Oliveira, seu ídolo, na ponta da língua.
Nesse período, passou a levar consigo também seus remédios pra asma. Sempre com seu Hamilton, companheiro de torcida. Levava também qualquer um que pudesse acompanhá-lo, inclusive um primo meu, torcedor do Lixória… Sua esperança era catequizar o cara… Tadinho… Não adiantou, o bichinho tem mau gosto mesmo…
O véi Vavá era tão viciado no Bahêa que seu humor variava conforme o resultado dos jogos. Uma das primeiras coisas que aprendi foi dormir cedo nas quartas-feiras quando o Bahêa empatava ou perdia na Fonte… Quando ele chegava, num tinha papo, quem tivesse pela frente, sobrava!!!!
Eu respeitava tanto isso nele que, mesmo após a idade adulta, nunca arrumava namorado que não fosse tricolor, porque seria o mesmo que me condenar à segregação familiar. O mesmo aconteceu com o nome da minha filha, cuja escolha teve participação do véi Vavá: eu queria que a guria fosse minha xará. Cheguei a revelar minha vontade em batizá-la de Maria Vitória, para combinar com meu nome, que significa “o vencedor”, em hebraico. O véi Vavá disse: “Se botar esse nome, deserdo!!!” Então, a guria virou Daniela, cujo significado é: “Deus é meu juiz”… E ganhou padrão completo do Baêa, antes mesmo de nascer, pra aprender cedo.
Mas o tempo passou também pro véi Vavá. Em 2002, voltando da rua num domingo, por volta das 14 horas, encontrei-o parado, a uns 200 metros de casa, amparado num poste, arfando. Não conseguiu chegar ao ponto de ônibus para encontrar os amigos. O sentimento de humilhação que vi em seus olhos ao ser amparado por mim, no retorno à casa, foi indescritível. Esse foi o sinal de que estava acabando sua jornada na Terra: não vê-lo conseguir chegar a um jogo do Baêa era um marco, nunca antes visto. Chorei escondida… E ele também.
Mas ele viveu mais um ano ainda: o suficiente para ver muitas vezes, pela parabólica, os jogos. Seis meses após sua partida, aconteceu a tragédia: o Bahêa caiu pra segunda divisão, naquele 7 X 0 contra o Cruzeiro. Eu, ouvindo o rádio, na rua, liguei pro meu marido, que estava em casa e disse, chorando: “Se meu pai não tivesse morrido, morreria hoje!!!”
O véi Vavá se foi. Mas seu amor pelo Bahêa vive ainda, em mim, em meus irmãos e em nossos filhos. Ele não tinha herança financeira pra deixar, mas ensinou a todos nós, desde criança, um grito, um desabafo, que nada mais é do que a declaração de amor por essa religião que a gente chama de time. BORA BAHÊA, MINHA PORRRRRAAAA!!!
Valeu, véi Vavá, fica com Deus!!!
Jaqueline Santana
Texto , enviado pela amiga Jaqueline Santana ao site "Bora Baêêêaa Minha Porrraa!!!.
Publicação autorizada pela autora.
domingo, 31 de outubro de 2010
Dilma "A primeira mulher presidente do Brasil!!!""
Dilma Vana Rousseff (PT), 62 anos, foi eleita neste domingo (31) a primeira mulher presidente do Brasil. Com 92,53% dos votos apurados, às 20h04, o Tribunal Superior Eleitoral informou que a petista tinha 55,43% dos votos válidos (excluídos brancos e nulos) e não podia mais ser alcançada por José Serra (PSDB), que, até o mesmo horário, totalizava 44,57% . Em um pronunciamento às 20h13, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, anunciou oficialmente a vitória da candidata do PT.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
O gol do atacante Jael, de cabeça, aos seis minutos do primeiro tempo, foi suficiente para que o Bahia vencesse o Paraná, por 1 a 0, em partida disputada na noite desta sexta-feira, 29, no Durival de Britto, em Curitiba.
Com o resultado, o tricolor baiano chega aos 58 pontos e assume o segundo lugar na tabela da Série B, mas ainda pode perder uma posição até o final da rodada, caso o Figueirense vença o Sport, no sábado, 30, em Florianópolis.
O resultado deixa o Bahia muito perto de conseguir o acesso para a Série A, abrindo oito pontos para o quinto colocado, o Sport (que joga no sábado), restando seis rodadas para o final do campeonato.
Já o Paraná permanece nos 43 pontos, na 10ª posição, e praticamente dá adeus as suas remotas chances de chegar ao G-4 da Série B.
O jogo – O Bahia começou muito bem na partida, com bom passe no meio campo, criando boas chances no ataque. Tanto que, logo aos seis minutos, saiu o primeiro gol do tricolor baiano.
Ávine foi derrubado perto da área do Paraná. Na cobrança, realizada por Arílton, a bola foi na cabeça de Jael, que testou forte, sem chance para o goleiro Juninho.
Após o gol, o time do técnico Márcio Araújo acabou recuando e o Paraná, atrás no placar e empurrado por sua torcida, acabou indo para o ataque.
Mas o tricolor paranaense não conseguiu transformar seu melhor momento em chances reais de gol. Fernando, goleiro do Bahia, praticamente não trabalhou nos 45 minutos iniciais.
No fim da primeira etapa, o Bahia quase fez o segundo. Após cruzamento, Adriano, cara a cara com o goleiro Juninho, chutou para fora.
Etapa final – No segundo tempo, o Bahia jogou de forma bastante defensiva, com o Paraná sempre buscando o ataque.
Mas o time do técnico Roberto Cavalo não conseguia articular boas jogadas no ataque, parando no bom posicionamento da defesa do tricolor baiano e na ineficiência do seu ataque.
Próximos jogos - Nesta terça-feira, 2, às 20h (horário do estado da Bahia), o tricolor baiano enfrenta o líder da Série B, o Coritiba, no estádio de Pituaçu. Até esta sexta-feira, 29, mais de 12 mil ingressos já haviam sido vendidos para a partida.
Já o Paraná joga também na terça-feira, 2, em casa, contra o América-MG, às 20h50 (horário do estado da Bahia).
Paraná 0 x 1 Bahia
32ª rodada da Série A de 2010
Paraná: Juninho; Alessandro Lopes, Irineu e Luís Henrique; Murilo (Igor), Luiz Camargo, Chicão, Wanderson (Ceará) e Henrique; Kelvin e William (Somália). Técnico: Roberto Cavalo.
Bahia: Fernando; Arilton, Luizão, Nen e Ávine; Marcone, Fábio Bahia, Hélder e Morais; Adriano (Ananias) e Jael. Técnico: Márcio Araújo.
Gols: Jael (Bahia), aos 6 min do 1º tempo.
Cartões amarelos: Ávine e Luizão (Bahia); Luís Henrique (Paraná).
Local: Durival de Britto, em Curitiba (PR).
Público: 4.454 pagantes.
Data: 29/10/2010.
Renda: R$ 60.335,00.
Árbitro: José Henrique de Carvalho (SP).
Assistentes: Celso Barbosa de Oliveira (SP) e Alex Alexandrino (SP).
FONTE : JORNAL A TARDE
Já o Paraná permanece nos 43 pontos, na 10ª posição, e praticamente dá adeus as suas remotas chances de chegar ao G-4 da Série B.
O jogo – O Bahia começou muito bem na partida, com bom passe no meio campo, criando boas chances no ataque. Tanto que, logo aos seis minutos, saiu o primeiro gol do tricolor baiano.
Após o gol, o time do técnico Márcio Araújo acabou recuando e o Paraná, atrás no placar e empurrado por sua torcida, acabou indo para o ataque.
Mas o tricolor paranaense não conseguiu transformar seu melhor momento em chances reais de gol. Fernando, goleiro do Bahia, praticamente não trabalhou nos 45 minutos iniciais.
No fim da primeira etapa, o Bahia quase fez o segundo. Após cruzamento, Adriano, cara a cara com o goleiro Juninho, chutou para fora.
Etapa final – No segundo tempo, o Bahia jogou de forma bastante defensiva, com o Paraná sempre buscando o ataque.
Mas o time do técnico Roberto Cavalo não conseguia articular boas jogadas no ataque, parando no bom posicionamento da defesa do tricolor baiano e na ineficiência do seu ataque.
Próximos jogos - Nesta terça-feira, 2, às 20h (horário do estado da Bahia), o tricolor baiano enfrenta o líder da Série B, o Coritiba, no estádio de Pituaçu. Até esta sexta-feira, 29, mais de 12 mil ingressos já haviam sido vendidos para a partida.
Já o Paraná joga também na terça-feira, 2, em casa, contra o América-MG, às 20h50 (horário do estado da Bahia).
Paraná 0 x 1 Bahia
32ª rodada da Série A de 2010
Paraná: Juninho; Alessandro Lopes, Irineu e Luís Henrique; Murilo (Igor), Luiz Camargo, Chicão, Wanderson (Ceará) e Henrique; Kelvin e William (Somália). Técnico: Roberto Cavalo.
Bahia: Fernando; Arilton, Luizão, Nen e Ávine; Marcone, Fábio Bahia, Hélder e Morais; Adriano (Ananias) e Jael. Técnico: Márcio Araújo.
Gols: Jael (Bahia), aos 6 min do 1º tempo.
Cartões amarelos: Ávine e Luizão (Bahia); Luís Henrique (Paraná).
Local: Durival de Britto, em Curitiba (PR).
Público: 4.454 pagantes.
Data: 29/10/2010.
Árbitro: José Henrique de Carvalho (SP).
Assistentes: Celso Barbosa de Oliveira (SP) e Alex Alexandrino (SP).
FONTE : JORNAL A TARDE
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Consulta do local da prova do Enem
O blog " O mundo do Jaguar" disponibiliza para todos os link para acesso ,para consulta do local da prova do enem, basta clickar no link abaixo e vc será direcionado para a pagina:
http://sistemasenem2.inep.gov.br/localdeprova/
Boa Sorte a Todos!!!.
domingo, 24 de outubro de 2010
"Correio chama o presidente Lula e o seu governo de farsante."
"LUIZ ZIDANE LULA DA SILVA"
Em reportagem do dia 24/10(domingo),o jornal "Correio",do grupo Rede Bahia,publicou uma reportagem onde o presidente Lula , foi satirizado como o jogador Zidane ex-jogador da seleção francesa de futebol, a reportagem coloca em um desenho, o presidente da republica como o jogador acima citado, dando uma cabeçada em José Serra, pois segundo o jornal que é da família do ex-senador ACM, o presidente Lula, é um farsante , pois ele foi uma verdadeira farsa como presidente do Brasil, nesses oito anos de governo, o jornal só esquece que o presidente Lula tem sempre aprovações do seu governo e de sua própria imagem acima dos 70% de aprovação desde o inicio do seu governo.
Na reportagem existe diversas frases pesadas contra o presidentes Lula citarei algumas.
"lula deve desculpas a Serra.Chamou -o de mentiroso sem ver os vídeos que reconstituem o incidente".
Comentário: Quais vídeos, o da Globo ou o outros, pois todos nós sabemos que a Globo, A TV Bahia.Correio,PSDB,DEMOCRATAS, é tudo uma coisa só.
"Se tivesse ocorrido um " um dia da farsa",com Serra simulando uma agressão,teria havido uma malfeitoria do candidato."Infelizmente o farsante foi Lula,no exercício da Presidência da República,função que está obrigado a honrar até o dia 1º de Janeiro de 2011."
Comentário: Então o jornal quer dizer que os 8 anos de crescimento, que o Brasil está passando com o presidente, com todos os seus projetos , que ajudaram a mudar a imagem do Brasil para o mundo é uma farsa, que o PAC,BOLSA FAMÍLIA, PRÉ- SAL ,dentre outros projetos são uma farsa.
tirem suas conclusões.
Texto: Cássio Alvim
Texto feito em cima da reportagem feita no Jornal "Correio" do "Grupo Rede Bahia" do dia 24/10/2010(domingo), na pagina 24,do Jornalista "Elio Gasparini".
A caminhada Dilma Presidente melhor para o suburbio foi as ruas do Bairro de Periperi neste Sabado(23)
Na manha deste sábado (23), uma caminhada denominada, Dilma presidente melhor para o subúrbio. Com militantes do PT e PSB juntos com lideranças religiosas e comunitárias saíram às ruas de Periperi subúrbio ferroviário, declarando apoio e pedido voto para candidata petista a presidência da republica.
No percurso os militantes relembravam o fechamento do banco do Brasil em Paripe, sucateamento do INSS de Periperi na gestão do então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Para Arnaldo Anselmo morador do bairro de Nova Constituinte, em tom emocionado falava que há quase 20 anos o bairro não tinha investimento em infraestrutura, e hoje com o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do governo do Lula coordenado pela ex-ministra Dilma chegou o investimento de 42milhões para urbanização e construção de novas moradias. Wilson Costa morador da rua da gloria aponta os investimentos no sistema viário de salvador a via expresso que vai melhorara em muito no deslocamento da população que usa sistema de transporte de salvador principalmente os suburbanos. Relembrou também o processo da vinda da Caixa Econômica federal o terceiro branco em todo região suburbana, no bairro de Periperi. Eles fecharam o branco do Brasil em Paripe, e Lula junto com a Dilma trouxe CEF, como não seguir em frente. Sergio Batista destacou a competência de Dilma quando Ministra de Minas Energias, pois antes tinha apagão racionamento de energia, causando retração da economia parando produção nas fabricas e desempregando vários trabalhadores. Dilma a rumou a casa reestruturando o setor construindo hidrelétrica, e ninguém ver falar em apagão e sim em crescimento econômico vivenciado na compra de carros, motos, computador para famílias que antes não tinham nada. Pastor Vitor da Igreja Batista da Vitoria, declarou seu voto e apoio e disse que muitos evangélicos estão com Dilma.A dona de casa Sonia tambem faz coro com pastor "precisamos eleger a primeira mulher presidente não ser melhor dos que os homens,mas para da continuidade o que Lula começou, sou católica e digo que muitos católicos estão com Dilma".
A caminhada foi saudada por pessoas que pediam estrela e bandeiras ao longo do trajeto que teve sua finalização na praça cabocla na rua dos coqueiros.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Começa hoje (21) em Periperi Jogos da Periferia
Começa Hoje (21) e vai ate o dia (24) na praça da revolução em Periperi subúrbio ferroviário os Jogos da Periferia. O evento é uma realização do Ministério dos Esportes, em parceria com ONGs do subúrbio que durante 4 dias desenvolverá ações que estimule a pratica saudável de esporte, com palestra e exibição e oficinas de esporte radicais e tradicionais como tirolesa,rapel,basquetebol,e futebol ,além de apresentações musicais.
Abertura esta prevista para 14hs e contara com presenças de autoridades municipais estaduais e representantes do Ministério dos Esportes.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Agendão Pró-Dilma no Subúrbio
Na Plenária "Dilma presidente melhor para Subúrbio", realizada na noite desta quarta (20) em Periperi, com participação das militâncias do PT e PSB e grandes lideranças comunitárias. Foi feito um balanço da campanha no subúrbio pelos presidentes das zonais do PSB (Arnaldo Anselmo) e PT (Genivaldo Ribeiro).
Além do papel de toda militância de ganhar votos em cada comunidade ali presente, foi dados os informes das mobilizações que acontece em toda cidade, pró-Dilma. Foram feitas propostas de mobilização pelos companheiros Sergio Batista, Wilson Costa, Vandilson Trindade, Alberto, aprovada pela plenária como:
Caminhada Dilma Presidente Melhor para o Subúrbio
Dia: 23/10
Horário: 09hs
Local: da Praça da revolução a Praça do Sol em Periperi
Panfletagem em Fazenda Coutos (Com Companheiro Zé Leite e toda militância)
Dia: 24/10
Horário: 09hs
Local: entrada da Fazenda Coutos
"Panfletagem nas Escolas e Igreja de Periperi com material especificos durante toda a semana"
Plenária de Dilma no bairro de Nova Constituinte
Com indicativo para segunda (25) aguardando confirmação do local e horário
Panfletagem no Rio sena Terezinha (Alberto assessor de Vânia Galvão)
A confirmar dia, local e local
Grande ato pró-Dilma e posse do diretório da 4ª Zona
Dia: 30/10
Local: Esporte clube Flamenguinho Periperi
Horário: 09hs
Além de atividades individuais e coletivas de cada militante nas igrejas,escolas, associações, ruas, bares em pró-Dilma Presidente 13 melhor para o subúrbio
Vamos à luta
Dilma Presidente 13
PT /PSB da 4ªe 15ª zonais
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Plenária em apoio a Dilma no Subúrbio
Grande Plenária em apoio a Candidatada Dilma no Subúrbio
Ola Galera a Militancia do PT e PSB da 4 Zonal, convida a todos e todas para a plenária de Dilma Presidente no do Barsil melhor para subúrbio, no dia 20/10 as 19hs no Centro Comunitario Paroquial na praça da Revolução em Periperi. na rua da Cesta do povo.
Pauta
Informes
Mobilização
A plenária contará com presenças de grandes lideranças religiosa e comunitarias da região.
Cássio Alvim(Membro do grupo Apostolado da Oração da Igreja Católica)
Sergio Batista
Arnaldo Anselmo(Associação Nova Constituinte)
Genivaldo Ribeiro ( Tico),(Presidente da 4 zonal do PT)
Vandilson Tindade
Ivonildes (kil)
desde já agradeçemos a sua presença !!!
Apoio:
www.omundodojaguar.blogspot.com
www.semprenaluta39.blogspot.com
Ola Galera a Militancia do PT e PSB da 4 Zonal, convida a todos e todas para a plenária de Dilma Presidente no do Barsil melhor para subúrbio, no dia 20/10 as 19hs no Centro Comunitario Paroquial na praça da Revolução em Periperi. na rua da Cesta do povo.
Pauta
Informes
Mobilização
A plenária contará com presenças de grandes lideranças religiosa e comunitarias da região.
Cássio Alvim(Membro do grupo Apostolado da Oração da Igreja Católica)
Sergio Batista
Arnaldo Anselmo(Associação Nova Constituinte)
Genivaldo Ribeiro ( Tico),(Presidente da 4 zonal do PT)
Vandilson Tindade
Ivonildes (kil)
desde já agradeçemos a sua presença !!!
Apoio:
www.omundodojaguar.blogspot.com
www.semprenaluta39.blogspot.com
Trens não são limpos há 11 dias e sistema pode parar de novo
Os trens que ligam o subúrbio ferroviário de Salvador ao bairro da Calçada estão há 10 dias sem ser submetidos a limpeza. Isso se deve ao atraso no pagamento dos salários dos funcionários das empresas Sintra e Promat, que realizam o trabalho terceirizado para a Companhia de Trens de Salvador (CTS), subordinada à Secretaria Municipal dos Transportes e Infraestrutura (Setin).
Revoltados com a situação, os trabalhadores realizaram manifestação nesta segunda-feira, 18, a partir das 10 horas, em frente à sede da Prefeitura de Salvador, na Praça Thomé de Souza. Eles reclamam que aguardam o pagamento desde o dia 8 de outubro. Os funcionários ameaçaram ocupar a prefeitura e só sair de lá quando o mês de setembro e outros direitos trabalhistas fossem pagos. O grupo chegou mesmo a ocupar a Câmara de Vereadores de Salvador, mas saiu do local no início da tarde.
Informações: atarde
domingo, 17 de outubro de 2010
SERRA MENTE! FAT – Foi criado pelo P.L. nº 991, de 1988, de autoria do deputado Jorge Uequed(PMDB-RS)
Propaganda enganosa: Serra mente sobre FAT e Seguro Desemprego
José Serra (PSDB) afirmou, na TV, ser o criador do Fundo de Amparo ao Trabalhador - FAT - e do Seguro Desemprego. O locutor do programa do PSDB repetiu várias vezes: "Foi o Serra que criou o maior patrimônio dos trabalhadores brasileiros, o FAT, Fundo de Amparo ao Trabalhador. Ele criou também o Seguro desemprego". Um levantamento feito com dados da Câmara dos Deputados revela que Serra mentiu.
A campanha de José Serra (PSDB) tem batido na tecla de que foi ele o responsável pela emenda à Constituinte que propiciou a criação do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e que ele também teria sido o grande responsável pela criação do Seguro Desemprego. “Foi o Serra que criou o maior patrimônio dos trabalhadores brasileiros, o FAT, Fundo de Amparo ao Trabalhador. Ele criou também o Seguro desemprego”, repetiu várias vezes o locutor do programa do PSDB, levado ao ar esta semana na TV.Ele mesmo também não se cansa de alardear aos quatro cantos. “Fui o autor da emenda à Constituição brasileira que instituiu o que veio a ser o Fundo de Amparo ao Trabalhador, o FAT”. “O Fundo, hoje, é o maior do Brasil e é patrimônio dos trabalhadores brasileiros, e financia o BNDES, a expansão das empresas, as grandes obras, os cursos de qualificação profissional, o salário dos pescadores na época do defeso”, diz. “Graças ao FAT, também, tiramos o Seguro Desemprego do papel e demos a ele a amplitude que tem hoje”, repetiu o tucano na Convenção Nacional do PTB.
Mas, a realidade dos fatos não confirma as afirmações de José Serra e nem as de sua campanha. O Seguro Desemprego não teve nada a ver com sua atuação parlamentar. Ele foi criado pelo decreto presidencial nº 2.283 de 27 de fevereiro de 1986, assinado pelo então presidente José Sarney. O seguro começou a ser pago imediatamente após a assinatura do decreto presidencial. O ex-presidente José Sarney já havia desmentido as declarações do tucano em relação ao Seguro Desemprego. “Não sei de onde ele [Serra] tirou que criou o seguro-desemprego. O seguro foi criado no meu governo. Na época, ele [Serra] era secretário de Economia e Planejamento do governador Franco Montoro”, explicou o senador.
Depois, a Constituição Federal, promulgada em 5 de outubro de 1988, determinou em seu art. 239, que os recursos provenientes da arrecadação das contribuições para o PIS e para o PASEP fossem destinados ao custeio do Programa do Seguro Desemprego, do Abono Salarial e, pelo menos quarenta por cento, ao financiamento de Programas de Desenvolvimento Econômico, esses últimos a cargo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES.
Fomos então pesquisar a data exata da criação do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) já que Serra diz que foi uma emenda sua que propiciou a criação do fundo. Está lá nos anais da Câmara. O FAT foi criado pelo Projeto de Lei nº 991, de 1988, de autoria do deputado Jorge Uequed (PMDB-RS). O projeto diz textualmente: "DISCIPLINA A CONCESSÃO DO SEGURO DESEMPREGO, NA FORMA QUE ESPECIFICA, E DETERMINA OUTRAS PROVIDÊNCIAS. NOVA EMENTA: REGULA O PROGRAMA DO SEGURO DESEMPREGO, O ABONO SALARIAL, INSTITUI O FUNDO DE AMPARO AO TRABALHADOR - FAT, E DA OUTRAS PROVIDENCIAS".
Como José Serra seguia insistindo em afirmar que foi ele o autor da lei que criou o FAT, fizemos então uma extensa pesquisa nos arquivos da Câmara dos Deputados da década de 80 e 90. Lá confirmamos que José Serra não está falando a verdade. Ele apresentou o projeto de lei nº 2.250, de 1989, com o objetivo de criar o Fundo de Amparo ao Trabalhador. Foi apresentado em 1989. Portanto, não foi na Constituinte, como ele diz. O seu projeto tramitou na casa e foi considerado PREJUDICADO pelo plenário da Câmara dos Deputados na sessão do dia 13 de dezembro de 1989. O resultado da tramitação pode ser visto no link abaixo, da Câmara Federal: (www.camara.gov.br/internet/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=201454) . Os deputados consideraram o projeto prejudicado pelo fato de já ter sido apresentado o PL 991/1988, de autoria do deputado Jorge Uequed (PMDB). Ou seja, um ano antes de Serra já havia a proposta de criação do FAT.
Nem o FAT foi criado por Serra e nem o Seguro Desemprego “saiu do papel” por suas mãos, como afirma a sua propaganda. A campanha tucana sobre Serra ter criado o FAT e “vestir a camisa do trabalhador” está, portanto, toda ela baseada numa farsa e numa mentira.
Fonte: Hora do Povo
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
[FESTA] Bahia x ASA
[FESTA] Bahia x ASA
Galera, estamos organizando mais uma festa para o nosso Esquadrão no jogo contra o ASA, em PituAÇO. Não vai dar pra fazer contra o Coritiba, pq o jogo será de noite, então não fica legal.
A idéia é fazer um mosaico com Cami nas cores do nosso Baheaaa!
Confiram abaixo como colaborar com mais essa festa da nossa torcida.
Jogo da festa: BAHIA X ASA (23/10 às 16:10)
Jogo da entrega do Cami: Bahia x Náutico (16/10 às 16h)
Local da entrega do cami: No alambrado atrás do Gol (logo abaixo da BAMOR) onde terá uma placa "ENTREGA DO CAMI AQUI!"
Como ajudar?
Levar 1 metro de cami de cada cor (1 metro azul, 1 metro vermelho e 1 metro branco)
Preço do cami por metro: R$ 0,90 (Noventa Centavos)
-----------------------------------
ORGANIZADORES: JOHNES, JULIA, SAMUEL e BRUNO....
Se mais alguém quiser dar uma força... fiquem à vontade!
APOIO:
A idéia é fazer um mosaico com Cami nas cores do nosso Baheaaa!
Confiram abaixo como colaborar com mais essa festa da nossa torcida.
Jogo da festa: BAHIA X ASA (23/10 às 16:10)
Jogo da entrega do Cami: Bahia x Náutico (16/10 às 16h)
Local da entrega do cami: No alambrado atrás do Gol (logo abaixo da BAMOR) onde terá uma placa "ENTREGA DO CAMI AQUI!"
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ORGANIZADORES: JOHNES, JULIA, SAMUEL e BRUNO....
Se mais alguém quiser dar uma força... fiquem à vontade!
APOIO:
sábado, 9 de outubro de 2010
Triunfo sofrido!!!!
Bahia vence de forma dramática e mantém-se no G4 da Série B
Em jogo com final dramático, o Bahia derrotou o Guaratinguetá por 2 a 1 na tarde deste sábado, e voltou a vencer em Pituaçu, pela 27ª rodada da Série B do Brasileirão, com gols de Adriano e Morais, de pênalti, com Guaru descontando. A última vitória tricolor em casa tinha sido contra o Ipatinga, em 11 de setembro, por 3 a 1. Depois, amargara um empate com o Vila Nova (1 a 1) e uma derrota para o Icasa (4 a 2).A primeira chance de perigo tricolor veio com Éverton, aos quatro minutos. O atacante invadiu a pequena área paulista e tentou o chute, que saiu mascado devido à marcação da zaga.
Na sequência, aos seis minutos, o Bahia teve a sua primeira chance real de gol. Ávine carregou a bola pelo meio e abriu na esquerda para Adriano, que, frente a frente com o goleiro Jaílson, chutou por cima e a bola bateu caprichosamente no travessão e depois na linha do gol, saindo pela linha de fundo.
Pouco depois, aos oito, Adriano se redimiu do gol perdido e abriu o placar para o tricolor. Ele recebeu passe açucarado de Morais da esquerda, na pequena área, e bateu de primeira, de canhota, sem chances para o goleiro Jaílson. Bahia 1 a 0.
O Guaratinguetá tentava ir ao ataque, mas era impedido por uma competente marcação tricolor desde sua saída de bola. Com o setor de criação desarticulado, o Guaratinguetá tentava se valer de cruzamentos para chegar à área tricolor. O primeiro tempo acabou como começou, com o Bahia melhor em campo.
Logo no início do segundo tempo, aos três, Morais sofreu pênalti ao ser derrubado no setor esquerdo da grande área paulista. O meio-campista bateu com força no canto direito de Joílson. O goleiro paulista ainda tocou na bola, mas não conseguiu evitar o segundo gol tricolor.
Com a vantagem no placar, o Bahia se acomodou em campo e afrouxou a forte marcação que tinha conseguido imprimir durante quase toda a primeira etapa. Os paulistas se aproveitaram da displicência e passaram a pressionar a defesa baiana. A insistência deu frutos e, aos 35 minutos, Nen chegou atrasado no lance, em cima de Jhon, com o pé por cima da bola. O juiz marcou pênalti. Guaru bateu no canto direito de Fernando, que fez ótima defesa, mas ofereceu o rebote, aproveitado pelo cobrador mesmo, que se redimiu e fez o gol paulista. Bahia 2 a 1.
O gol desestabilizou a equipe tricolor. Morais, aos 42, recebeu o segundo cartão amarelo no jogo por simulação de falta e foi expulso. Com um homem a menos, a equipe baiana ficou mais exposta e o Guaratinguetá aproveitou para se lançar ao ataque. Os cinco minutos finais foram marcados por uma blitz paulista, mas o Bahia soube administrar as investidas do adversário e garantir três pontos de novo dentro de casa.
BAHIA 2 X 1 GUARATINGUETÁ
LOCAL: Estádio de Pituaçu, Salvador (BA)
ÁRBITRO: Wladyerisson Silva Oliveira (CE)
AUXILIARES: Thiago Gomes Brígido (CE) e Marcos Antonio da Silva Brígido (CE)
RENDA: R$ 419.000,00
PÚBLICO: 18.443 pagantes
CARTÕES AMARELOS: Morais e Adriano; Gercimar, Guarú e Jorge Luiz
CARTÃO VERMELHO: Morais
GOLS: Adriano, aos oito minutos do primeiro tempo; Morais, aos três, e Guaru, aos 35, na etapa complementar.
BAHIA: Fernando, Jancarlos, Nen, Alison e Ávine; Fábio Bahia, Marcone, Hélder (Vander) e Morais; Adriano (Rodrigo Gral) e Everton (Luisão). Técnico: Márcio Araújo.
GUARATINGUETÁ: Jaílson, Éder, Jorge Luiz, Gustavo Bastos e Régis; Gercimar (Guaru), Célio, Léo Silva e Marcinho (Luis Felipe); Vágner Carioca (Jhon) e Serginho. Técnico: Roberto Fonsec
Fonte : A TARDE ONLINE
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
DESMONTE DE UMA FALACIA
A questão do aborto está sendo instrumentalizada para fins eleitorais. Esta situação precisa ser esclarecida e denunciada.
Está sendo usada uma questão que merece toda a atenção e isenção de no mínimo para ser bem situada e assumida com responsabilidade, e que não pode ficar exposta a manobras eleitorais, amparadas em sofismas enganadores.
Nesta campanha eleitoral está havendo uma dupla falácia, que precisa ser desmontada.
Em primeiro lugar, se invoca a autoridade da CNBB para posições que não são da entidade, nem contam com o apoio dela, mas se apresentam como se fossem manifestações oficiais da CNBB.
Em segundo lugar, se invoca uma causa de valor indiscutível e fundamental, como a questão da vida, e se faz desta causa um instrumento para acusar de abortistas os adversários políticos, que assim passam a ser condenados como se estivessem contra a vida e a favor do aborto.
Concretamente, para deixar mais clara à falácia, e para urgir o seu desmonte:
A Presidência do Regional Sul 1 da CNBB incorreu, no mínimo, em sério equívoco quando apoiou a manifestação de comissões diocesanas, que sinalizavam claramente que não era para votar nos candidatos do PT, em especial na candidata Dilma.
Ora, os Bispos do Regional já tinham manifestado oficialmente sua posição diante do processo eleitoral. Por que a Presidência do Regional precisava dar apoio a um documento cujo teor evidentemente não correspondia à tradição de imparcialidade da CNBB?. Esta atitude da Presidência do Regional Sul 1 compromete a credibilidade da CNBB, se não contar com urgente esclarecimento, que não foi feito ainda, alertando sobre o uso eleitoral que estão sendo feito deste documento assinado pelos três bispos da presidência do Regional.
Esta falácia ainda está produzindo conseqüências. Pois no próprio dia das eleições foram distribuídos nas igrejas, ao arrepio da Lei Eleitoral, milhares de folhetos com a nota do Regional Sul 1, como se fosse um texto patrocinado pela CNBB Nacional. E enquanto este equívoco não for desfeito, infelizmente a declaração da Presidência do Regional Sul 1 da CNBB continua à disposição da volúpia desonesta de quem a está explorando eleitoralmente. Prova deste fato lamentável á a fartura como está sendo impressa e distribuída.
Diante da gravidade deste fato, é bem vindo um esclarecedor pronunciamento da Presidência Nacional da CNBB, que honrará a tradição de prudência e de imparcialidade da instituição.
A outra falácia é mais sutil, e mais perversa. Consiste em arvorar-se em defensores da vida, para acusar de abortistas os adversários políticos, para assim impugná-los como candidatos, alegando que não podem receber o voto dos católicos.
Usam de artifício, para fazerem de uma causa justa o pretexto de propaganda política contra seus adversários, e o que é pior, invocando para isto a fé cristã e a Igreja Católica.
Mas esta falácia não para aí. Existe nela uma clara posição ideológica, traduzida em opção política reacionária. Nunca relacionam o aborto com as políticas sociais que precisam ser empreendidas em favor da vida.
Votam, sem constrangimento, no sistema que produz a morte, e se declaram em favor da vida.
Em nome da fé, julgam-se no direito de condenar todos os que discordam de suas opções políticas. Pretendem revestir de honestidade, uma manobra que não consegue esconder seu intento eleitoral.
Diante desta situação, são importantes, e necessários, os esclarecimentos. Mais importante ainda é a vigilância do eleitor, que tem todo o direito de saber das coisas, também aquelas tramadas com astúcia e malásia.
D. Demetrio Valentini
Caiu a mascara Serra é a favor do aborto.
Na reunião com aliados do PSDSB na tarde desta quarta-feira, o candidato a presidente José Serra (PSDB), sem citar o nome, criticou o presidente Lula, opondo o que ele vê como duas formas distintas de ser governo e de fazer oposição. Segundo Serra, o PSDB é uma oposição que se preocupa com o futuro do país e que, como governo, não tem o desejo de exterminar a oposição. “O PSDB é governo no exílio. Sai (do poder) e continua preocupado com o futuro do país, com as coisas que devem ser feitas. Eu não vou governar como presidente para um partido, uma facção. Nós vamos governar juntos. Nenhuma força política vai ser ameaçada de liquidação”, afirmou Serra, em referência ao discurso do presidente Lula em Santa Catarina dizendo que queria “extirpar o DEM”. Em ato falho, Serra disse que é favor do aborto, para logo depois se corrigir, se posicionando contrariamente. Ele ainda criticou a adversária petista, Dilma Rousseff, que no passado defendeu a descriminalização do aborto e agora é contra, com o objetivo de não perder votos dos eleitores mais conservadores. “Eu nunca disse que sou contra o aborto, porque eu sou favor”, disse ele, que logo se corrigiu: “Eu nunca disse que sou a favor do aborto, porque eu sou contra”. (O Globo)
Carta em Apoio a Dilma
COM DILMA NO SEGUNDO TURNO
PARA O BRASIL SEGUIR MUDANDO
Os resultados da eleição do dia 3 de outubro são uma grande vitória do povo brasileiro.
Dilma Rousseff e Michel Temer obtiveram mais de 47 milhões de votos, patamar semelhante aos de Lula nos primeiros turnos das eleições de 2002 e 2006.Os Partidos que integram a coligação vitoriosa elegeram 11 governadores e disputam o segundo turno em 10 outros estados.
Com mais de 350 deputados, sobre 513, entre aliados e coligados, o próximo Governo terá a maioria da Câmara Federal. Será também majoritário no Senado, com mais de 50 senadores. Terá, pelo menos, 734 deputados estaduais.
Estão reunidas, assim, todas as condições para a vitória definitiva em 31 de outubro.
Para tanto, é necessário clareza política e capacidade de mobilização.
A candidatura da oposição encontra-se mergulhada em contradições. Tentam atrair os verdes, mas não podem tirar o velho e conservador DEM de seu palanque. Denuncia “aparelhismos”, mas já está barganhando cargos em um possível ministério. Proclama-se democrata, mas persegue jornalistas e censura pesquisas. Seus partidários tentam sair dessa situação por meio de uma série de manobras que buscam confundir o debate político nacional. Espalham mentiras e acusações infundadas
Mas o que está em jogo hoje no país é o confronto entre dois projetos.
De um lado, o Brasil do passado, da paralisia econômica, do gigantesco endividamento interno, mas também da dívida externa e da submissão ao FMI. O Brasil que quase foi à falência nas crises mundiais de 95, 97 e 98.
O Brasil de uma carga tributária que saltou de 27% para 35% do PIB. O Brasil dos apagões, e do sucateamento da infraestrutura. O Brasil da privataria, que torrou nossas empresas públicas por 100 bilhões de dólares e conseguiu a proeza de dobrar nossa dívida pública. E já estão anunciando novas privatizações, dentre elas a do Pré Sal.
O Brasil do passado, do Governo FHC, que nosso adversário integrou, é o país que não soube enfrentar efetivamente a desigualdade social e não tinha vergonha de afirmar que uma parte da população brasileira era “inempregável”. Portanto, o Brasil do desemprego.
Era o Brasil do desmonte do Estado e da perseguição aos funcionários.
Era o Brasil das universidades à beira do colapso e da proibição do Governo Federal de custear escolas técnicas.
Mas, sobretudo, era o país da desesperança, de governantes de costas para seus vizinhos da América Latina, cabisbaixos diante das potências estrangeiras em cujos aeroportos se humilhavam tirando os sapatos.
Em oito anos o Brasil começou a mudar. Uma grande transformação se iniciou e deverá continuar e aprofundar-se no Governo Dilma.
O Brasil de Lula, hoje, e o de Dilma, amanhã, é e será o país do crescimento acelerado que gera cada vez mais emprego e renda. Mas um país que cresce porque distribui renda. Que retirou 28 milhões de homens e mulheres da pobreza. Que possibilitou a ascensão social de 36 milhões de brasileiros. Que criou mais de 14 milhões de empregos formais. Que expandiu o crédito, sobretudo para os de baixa renda. Que fez crescer sete vezes os recursos para a agricultura familiar. E que fez tudo isso sem inflação ou ameaça dela. O Brasil de Lula e de Dilma é o país que possui uma das mais baixas dívidas internas do mundo. Que deixou de ser devedor internacional, passando à condição de credor. Que não é mais servo do FMI. É o país que enfrentou com tranquilidade a mais grave crise econômica mundial. Foi o último a sofrer seus efeitos e o primeiro a sair dela.
Dilma continuará a reconstruir e fortalecer o Estado e a valorizar o funcionalismo. O Brasil de Lula e de Dilma está reconstruindo aceleradamente sua infraestrutura energética, seus portos e ferrovias. É o Brasil do PAC. O Brasil do Pré Sal. O Brasil do Bolsa Família. É o Brasil do Minha Casa, Minha Vida, que vai continuar enfrentando o problema da moradia, sobretudo para as famílias de baixa renda.
Nosso desenvolvimento continuará sendo ambientalmente equilibrado, como demonstram os êxitos que tivemos no combate ao desmatamento e na construção de alternativas energéticas limpas. Manteremos essa posição nos debates internacionais sobre a mudança do clima.
No Brasil de Lula e de Dilma foi aprovado o FUNDEB que propiciou melhoria salarial aos professores da educação básica. É o país onde os salários dos professores universitários tiveram considerável elevação. Onde se criaram 14 novas universidades federais e 124 extensões universitárias. Onde mais de 700 mil estudantes carentes foram beneficiados com as bolsas de estudo do Prouni e 214 Escolas Técnicas Federais foram criadas. Onde 40 bilhões de reais foram investidos em ciência e tecnologia. Esse Brasil continuará a desenvolver-se porque o Governo Dilma cuidará da pré-escola à pós-graduação e fará da educação de qualidade o centro de suas preocupações. O Brasil de Dilma continuará dando proteção à maternidade e protegendo, com políticas públicas, as mulheres da violência doméstica. Será o Brasil que dará prosseguimento às políticas de promoção da igualdade racial.
Os alicerces de um grande Brasil foram criados. Mais que isso, muitas das paredes desta nova casa já estão erguidas.
A obra não vai parar.
Vamos prosseguir no esforço de dar saúde de qualidade com mais UPAS, Samu, Brasil Sorridente, Médicos de Família.
Vamos continuar o grande trabalho de garantir a segurança de todos os brasileiros, com repressão ao crime organizado e controle das fronteiras, mas, sobretudo, com respeito aos direitos humanos, ações sociais e a participação da sociedade como vêm acontecendo com as UPP.
Vamos continuar a ser um país soberano, solidário com seus vizinhos. Um país que luta pela paz no mundo, pela democracia, pelo respeito aos direitos humanos. Um país que luta por uma nova ordem econômica e política mundial mais justa e equilibrada.
Os brasileiros continuarão a ter orgulho de seu país.
Mas, sobretudo, queremos aprofundar nossa democracia. A grande vitória que a coligação PARA O BRASIL SEGUIR MUDANDO obteve nas eleições para o Congresso Nacional permitirá que Dilma Rousseff tenha uma sólida base de sustentação parlamentar.
Diferentemente do que ocorreu entre 1995 e 2002, a nova maioria no Congresso não é resultado de acordos pós-eleitorais. Ela é o resultado da vontade popular expressa nas urnas. Essa maioria não será instrumento para esmagar as oposições, como no passado. Queremos um Brasil unido em sua diversidade política, étnica, cultural e religiosa.
Por essa razão repudiamos aqueles que querem explorar cinicamente a religiosidade do povo brasileiro para fins eleitorais. Isso é um desrespeito às distintas confissões religiosas. Tentar introduzir o ódio entre as comunidades religiosas é um crime. Viola as melhores tradições de tolerância do povo brasileiro, que são admiradas em todo o mundo.
O Brasil republicano é um Estado laico que respeita todas as convicções religiosas. Não permitiremos que nos tentem dividir.
O Brasil de Dilma, assim como o de Lula, é e será uma terra de liberdade, onde todos poderão, sem qualquer tipo de censura, expressar suas idéias e convicções.
Será o Brasil que se ocupará de forma prioritária das crianças e dos jovens, abrindo-lhes as portas do futuro. Por essa razão dará ênfase à educação e à cultura.
Mas será também um país que cuidará de seus idosos, de suas condições de vida, de sua saúde e de sua dignidade.
Sabemos que os milhões que estiveram conosco até agora serão muitos mais amanhã.
Para dar continuidade a essa construção iniciada em 2003 convocamos todos os homens e mulheres deste país. A hora é de mobilização. É importante que nas ruas, nas escolas, nas fábricas e no campo a voz da mudança se faça ouvir mais fortemente do que a voz do atraso, da calúnia, do preconceito, da mentira, dos privilégios.
À luta, até a vitória.
Brasília, 07 de outubro de 2010.
Coligação Para o Brasil Seguir Mudando.
13 razões para votar em Dilma Rousseff
13 razões para votar em Dilma Rousseff
1. Dilma é a continuação do governo Lula. Esta é a mãe de todas as razões. O governo Lula é aprovado por mais de 80% dos brasileiros e acumula, em todas áreas, uma coleção de números de fazer inveja a qualquer outro governo da nossa história republicana. A pobreza caiu pela metade. Mais de 30 milhões de brasileiros se juntaram à classe média. O salário mínimo subiu 74% sobre a inflação. Mais de 14 milhões de empregos foram criados. Dilma Rousseff foi parte deste governo desde o primeiro minuto e é a legítima herdeira desse legado (pdf).
2. Dilma continua a política de fortalecimento do patrimônio público. Uma das razões pelas quais o PSDB foge da figura de Fernando Henrique Cardoso como o diabo foge da cruz é a categórica opção, feita pela esmagadora maioria da sociedade brasileira, contra o privatismo, a desregulamentação e a venda do patrimônio público na bacia das almas. Somos um país de centro-esquerda, neste sentido. Nada foi privatizado no governo Lula e empresas como a Petrobras deram um salto gigantesco, de combalida candidata a ser “desmontada osso por osso” à condição de quarta maior empresa do mundo, responsável pela maior capitalização da história da humanidade. É Dilma, não nenhum outro candidato, quem representa a continuação desse fortalecimento.
2. Dilma continua a política de fortalecimento do patrimônio público. Uma das razões pelas quais o PSDB foge da figura de Fernando Henrique Cardoso como o diabo foge da cruz é a categórica opção, feita pela esmagadora maioria da sociedade brasileira, contra o privatismo, a desregulamentação e a venda do patrimônio público na bacia das almas. Somos um país de centro-esquerda, neste sentido. Nada foi privatizado no governo Lula e empresas como a Petrobras deram um salto gigantesco, de combalida candidata a ser “desmontada osso por osso” à condição de quarta maior empresa do mundo, responsável pela maior capitalização da história da humanidade. É Dilma, não nenhum outro candidato, quem representa a continuação desse fortalecimento.
3. Com Dilma sabemos que nossos irmãos mais pobres continuarão a ter acesso ao Bolsa-Família. Mais de 12,6 milhões de famílias foram beneficiadas pelo maior programa de transferência de renda do mundo. Não somente nós, de esquerda e centro-esquerda, mas também economistas liberais e instituições como o Banco Mundial concordam que o Bolsa-Família é parte essencial da redução da desigualdade. O principal candidato da oposição, José Serra, não conseguiu unificar sequer sua campanha ao redor de uma posição sobre esse tema. Chegou-se, inclusive, à bizarra situação de que enquanto o candidato prometia dobrar o BF, seus correligionários e sua própria esposa davam declarações que associavam o programa à “vagabundagem”. Com Dilma não tem erro: continuaremos a reduzir a desigualdade no Brasil.
4. Dilma representa uma política externa altiva, soberana e baseada no diálogo. A política externa é um dos grandes êxitos do governo Lula. Passamos de uma situação subordinada, em que discutíamos a entrada numa órbita estritamente controlada pelos EUA, que trouxe consequências tão desastrosas para os nossos irmãos do México, à condição de país internacionalmente respeitado, ouvido nos fóruns mundiais e líder incontestável da América Latina. A campanha do principal candidato da oposição foi marcada por desastrosas declarações, cheias de insultos aos nossos vizinhos. Traduzidas em política externa, seria uma fórmula certa para que o Brasil perdesse o lugar que conquistou no mundo. A opção pelo diálogo, pelo respeito às instâncias multilaterais e pela autodeterminação dos povos foi um sucesso no governo Lula e está em sintonia com as melhores tradições do Itamaraty. É Dilma quem representa essa opção.
5. Dilma provou ser uma verdadeira democrata. Nenhuma candidata à Presidência no período pós-ditatorial—nem mesmo Lula—sofreu bombardeio midiático comparável ao que foi lançado sobre Dilma Rousseff nesta campanha. Acusações falsas sobre seu passado; grosseiras infâmias sexistas; falsas notícias; manipulação de declarações suas; mentiras sobre suas contas; fichas policiais adulteradas: tudo foi lançado contra ela. Em nenhum momento Dilma moveu um dedo para calar ou censurar qualquer jornalista. Por outro lado, José Serra, tratado de forma infinitamente mais dócil pela imprensa brasileira, demonstrou amplamente que não é confiável no quesito democracia. Exigiu cabeças de jornalistas nas redações; confiscou fitas de vídeo; deu-nos uma patética coleção de pitis. Mostrou que não convive bem com a crítica. É com Dilma, não com Serra, que garantiremos a continuação da nossa condição de um dos países com mais ampla liberdade de expressão do mundo.
6. Dilma dá show de conhecimento numa das áreas mais importantes da atualidade, a energia. Em 2003, quando Dilma assumiu o Ministério das Minas e Energia, o Brasil vivia uma situação periclitante. Acabávamos de viver um vergonhoso racionamento. Dilma arrumou a casa, garantiu a segurança no abastecimento e a estabilidade tarifária. Participou diretamente da implantação do Luz para Todos, cuja meta original era 2 milhões de ligações, mas que em abril de 2010 já havia realizado 2,34 milhões de ligações, beneficiando 11,5 milhões de pessoas. Nossa produção de petróleo passou a 2 milhões de barris por dia. O pré-sal, descoberta possibilitada pelo trabalho de Dilma, dobrou nossas reservas de petróleo. Além de tudo isso, Dilma já provou ser conhecedora profunda das fontes limpas e renováveis de energia. Faça uma enquete entre os engenheiros da Petrobras. As intenções de voto em Dilma, entre eles, deve andar em torno dos 90%. Eles sabem o que fazem.
7. Dilma é a mais equipada para expandir e melhorar a educação no Brasil. Neste quesito, a comparação entre o histórico petista e o histórico tucano é uma surra de proporções inomináveis. Enquanto em São Paulo, alunos e professores sofrem com a falta de investimento e, acima de tudo, com a falta de respeito, emblematizada nas frequentes pancadarias policiais a que são submetidos, o Brasil criou, durante o governo Lula, 16 novas universidades, mais de 100 novos campi, mais de 200 novas escolas técnicas, mais de 700.000 novas vagas para pobres, a maioria negros e mulatos, através do ProUni. Os professores da rede federal saíram da situação de arrocho salarial em que viviam e agora têm um plano de carreira digno (que ainda pode e deve melhorar, sem dúvida, mas que representou um salto gigantesco em relação ao governo FHC). Se você é aluno, professor ou funcionário do ensino, ou tem filhos na escola, basta olhar para o histórico dos dois principais candidatos e você não terá dúvidas sobre em quem votar.
8. Dilma não criminalizará os movimentos sociais. O histórico tucano na relação com os movimentos sociais é péssimo. Professores espancados no Rio Grande do Sul e em São Paulo; os ativistas do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra tratados como criminosos durante o governo de Fernando Henrique Cardoso; o funcionalismo público submetido a arrocho salarial e a uma total recusa ao diálogo em Minas Gerais. Sem misturar movimento social com governo, sem transigir na aplicação da lei, quando de aplicar a lei se tratava, Lula e Dilma estabeleceram com as manifestações políticas da sociedade brasileira uma relação de respeito e diálogo. É assim que deve ser. As declarações de José Serra sobre, por exemplo, o MST, são profundamente preocupantes. É com paz e negociação que se resolvem os embates entre movimentos sociais e governo, não com porrada. Dilma é a garantia de que essa política continuará sendo seguida.
9. Dilma representa um novo reencontro do Brasil com seu passado. Notável na sua capacidade de falar sobre um passado traumático, admirável na tranquilidade com que se refere às torturas a que foi submetida, Dilma teve o dom de não transformar o rancor e o ressentimento em arma política. O Brasil está anos-luz atrás dos seus vizinhos do Cone Sul naquele processo para o qual os alemães cunharam essa belíssima palavra, Vergangenheitsbewältigung, que poderíamos traduzir como o dom de acertar as contas com o passado. É Dilma quem nos pode guiar na revisão desse pretérito ainda tão recente e tão pouco saldado. Sem rancor, sem revanche, sem ódio, mas sem transigir na aplicação da lei.
10. Dilma tem com quem governar, tem equipe. Este blog respeita o voto verde e respeita Marina Silva. Mas a afirmativa, tantas vezes feita por Marina nesta campanha, de que governaria com “os melhores do PT e do PSDB”, como se não existisse um pequeno detalhe chamado política, só se explica pela ingenuidade ou pela manipulação da ingenuidade. Um político governa com a equipe política que conseguiu montar, e é a equipe de Dilma quem botou Brasília para funcionar de acordo com os interesses dos mais pobres durante os últimos oito anos. Com todos os seus problemas, é o PT, não o PV, quem tem quadros experimentados o suficiente para a gestão de um país complexo como o Brasil. Isso não é por acaso. Mais de 50% dos brasileiros que têm alguma opção partidária preferem o PT. Por volta de 30% da população escolhe o PT como o partido de sua preferência. PMDB e PSDB seguem de longe, muito longe, com 6%.
11. Dilma é mais internet para todo mundo. O principal candidato da oposição, José Serra, pertence a uma força política que já demonstrou não ter compromissos com a expansão da internet para as camadas mais pobres da população. Expressão privilegiada dos grandes conglomerados midiáticos do país, o tucanato é responsável por desastres como o AI-5 Digital, uma coleção de inomináveis asneiras destinadas a cercear, censurar e controlar a liberdade da internet. Sob o governo Lula, o acesso à rede mundial de computadores aumentou muito e é Dilma, não qualquer outro candidato, quem tem histórico e compromisso com a implementação do Plano Nacional de Banda Larga, uma verdadeira de carta de alforria informativa no país. Quanto mais gente tiver acesso à internet, mais democrática e bem informada será a nossa sociedade. Os pobres sabem disso e estão com ela, em sua esmagadora maioria.
12. Dilma tem uma bela, impecável história de vida. Representante da geração que correu risco de morte para lutar contra a ditadura com os recursos que tinha, Dilma jamais renegou seu passado. Com serenidade, ela sempre explica que o contexto mudou, que o mundo é outro, e que agora ela luta com outros instrumentos, dentro da normalidade democrática. Mas ela nunca fez as penitências meio patéticas, as autocríticas confortáveis a que nos acostumamos ao ouvir, por exemplo, Fernando Gabeira. Representante também da geração que acompanhou Leonel Brizola na recomposição do legado varguista na pós-ditadura, ela jamais renegou a herança do trabalhismo. Dilma Rousseff é a ponte entre o que de libertário e popular havia no trabalhismo brasileiro e o que de novo e transformador trouxe o Partido dos Trabalhadores. Sua presença já na administração Olívio Dutra em Porto Alegre mostrou que ela estava consciente de que essa ponte era possível. Muitos petistas—este atleticano blogueiro incluído—adotaram, especialmente nos anos 80, posturas sectárias e intolerantes ante o trabalhismo, incapazes que fomos de ver qualquer característica positiva no movimento que conferiu cidadania à classe trabalhadora pela primeira vez. Dilma é a possibilidade de aprofundamento desse diálogo entre o lulismo e tradição trabalhista que ele transforma. Essa bela história de vida está bem narrada em seu primeiro programa de TV:
13. Dilma representará uma vitória inesquecível para as mulheres brasileiras. Ainda somos um país muito machista. A violência doméstica é uma realidade cotidiana para milhares, talvez milhões de mulheres, especiamente as mais pobres. As mulheres ainda recebem bem menos que os homens pelo mesmo trabalho. A maioria da população feminina ainda acumula uma dupla jornada de trabalho. Não só por ser mulher, mas também por pertencer a um projeto político que já demonstrou ser aliado das mulheres na luta, Dilma pode contribuir a mitigar essa situação e nos fazer avançar nessa área tão urgente. Não é desimportante, claro, o fato de que ela é mulher: da mesma forma como a vitória de Lula, por si só, representou imenso ganho para a autoestima dos trabalhadores, que agora sabiam que podiam chegar lá, da mesma forma como a vitória de Obama trouxe enorme esperança para muitos negros jovens, que agora tinham a prova de que alcançar o topo era possível, a vitória de Dilma representará um enorme salto para a autoestima, as possibilidades,
MANIFESTO DE APOIO A DILMA PRESIDENTE
MANIFESTO DE APOIO A DILMA PRESIDENTE
Nós – Engenheiros, Arquitetos, Agrônomos, Urbanistas, Geólogos, Geógrafos, Técnicos Industriais e Agrícolas – signatários deste documento, vimos manifestar todo nosso apoio à eleição DILMA PRESIDENTE. Em 8 anos (2003-2010) de Governo, Lula e DILMA criaram as condições para um novo ciclo de desenvolvimento econômico, com sustentabilidade ambiental e social.
Apoiamos Dilma porque:
1 – Lula e Dilma Criaram o PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, que a partir de 2007 garantiu investimentos nas áreas energética (Luz Para Todos, hidrelétricas, energia eólica, petróleo etc), logística (portos, aeroportos, ferrovias, malha rodoviária etc) e infra-estrutura social e urbana (habitação, saneamento, drenagem etc), com R$ 656,5 bilhões em investimentos;
2 – Dilma e Lula implantaram o programa Minha Casa Minha Vida, o maior programa de produção habitacional da história, garantindo o direito à moradia digna e o reaquecimento da cadeia produtiva da construção civil;
3 – Lula e Dilma trabalharam pelo investimento de R$ 168,24 bilhões em habitação (repasses e financiamentos), elevando a níveis recordes o crédito imobiliário no país e beneficiando, entre 2003 e 2010, mais de 4 milhões de famílias;
4 – Dilma e Lula implantaram um novo modelo de geração e distribuição de energia elétrica, pelo qual a menor tarifa é o critério básico para a licitação de novos empreendimentos, incentivando adoção de fontes renováveis de geração de energia, através de implantação parques eólicos, usinas de geração de biomassa e construção de novas hidrelétricas;
5 – Lula e Dilma duplicaram o número de vagas nos ensino técnico e tecnológico e nos cursos universitários;
6 – Dilma e Lula ampliaram e recuperaram as rodovias (mudando a modelagem dos contratos), duplicaram a malha ferroviária com a conclusão da ferrovia Norte – Sul, Transnordestina e com a licitação da construção da novas ferrovia Leste – Oeste;
7 – Lula e Dilma ampliaram a assistência técnica aos agricultores rurais e iniciou a implantação da Engenharia e Arquitetura Pública nos assentamentos Urbanos;
8 – Dilma e Lula implantaram o microcrédito rural, para famílias com renda bruta anual de até R$ 2 mil e ampliaram o seguro safra para a agricultura familiar;
9 – Lula e Dilma incentivaram o renascimento da indústria naval brasileira com a construção da platafoma P - 50 por estaleiros brasileiros e com exigência do conteúdo nacional nas compras da PETROBRAS;
10 –Dilma e Lula instituíram o novo marco regulatório nas exploração do Petróleo, garantindo recursos futuros para investir na educação e melhoria das condições de vida de todos os brasileiros;
11 – Lula e Dilma incentivaram a produção de biodiesel e aprovaram a obrigatoriedade de mistura do biodiesel (na proporção de 2%, com avanços até 5%) ao diesel tradicional, criando mercado interno de 800 milhões de litros/ano e beneficiando 250 mil famílias;
12 – Dilma e Lula realizaram concurso público para preenchimento de vagas na área tecnológica em Empresas Estatais, Universidades, Instituto Federais de ensino tecnológico, nas empresas de pesquisas e em órgãos públicos, entre outros;
13- Lula e Dilma, com as políticas econômicas e sociais do Governo Federal, proporcionaram que 30 milhões de brasileiros ingressasem na classe média e 20 milhões deixassem a linha da miséria.
Votamos em DILMA porque ela demonstrou, na prática, compromisso com o setor e com os profissionais da área tecnológica do Brasil.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
YULO FAZ HISTÓRIA NO PT E CHEGA A 4º MANDATO NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA
YULO FAZ HISTÓRIA NO PT E CHEGA A 4º MANDATO NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA
Nunca antes na história do PT baiano, um parlamentar petista foi reeleito por quatro vezes consecutivas na Assembléia Legislativa da Bahia: 1998, 2002, 2006 e 2010. Yulo Oiticica é o primeiro deputado estadual do partido a alcançar a quarta legislatura. Após uma acirrada disputa eleitoral, o petista adquiriu aproximadamente 39 mil votos em todo o estado.
O mandato popular comandado por Yulo Oiticica ao longo desses 12 anos foi marcado pela defesa incondicional dos direitos humanos. Hoje, o petista é presidente das duas primeiras frentes parlamentares da história do legislativo baiano: as frentes parlamentares por Direitos e Políticas Públicas de Juventude e em Defesa da Assistência Social.
A primeira contribuiu para a criação do Conselho, Estatuto e Plano Estadual de Juventude. Já a da Assistência Social ganhou reconhecimento nacional, tendo na figura do ex-ministro de Desenvolvimento Social, Patrus Ananias um dos seus principais apoiadores. Uma das suas principais linhas de ação é a luta pela inserção do Serviço Social nas Escola.
Mais uma vez, o segmento religioso ligado à Igreja Católica foi preponderante para a vitória do parlamentar petista nas urnas. Sem dúvida, a origem de Yulo junto as comunidades eclesiais de base e as pastorais, consolidaram a figura do petista como a do principal representante da igreja na Assembleia Legislativa da Bahia.
Oiticica é o mais experimente entre todos os 13 parlamentares da maior bancada aliada ao governo Jaques Wagner: a bancada do PT. Foi o relator do primeiro orçamento do governo Wagner na Assembleia e liderou a bancada petista na primeira primeira vitória do governador. É o relator do plano Estadual de Políticas Públicas de Juvenude que tramita no legislativo.
Após um encerramento das urnas, visivelmente satisfeito e emocionado com a apuração final, Yulo agradeceu a votação e convocou toda a militância petista, a começar pelos parlamentares da bancada, a criarem o movimento "Dilma 100% na Bahia", rumo ao terceiro governo petista no Brasil.
"Mais uma vez, elegemos este mandato, que não é meu, mas de todos que acreditam na possibilidade de fazer política de maneira diferente. Muitas dificuldades, mas, a persistência e confiança de todos prevaleceu. Elegemos Wagner, Lídice e Pinheiro. Agora vamos vencer com Dilma no segundo turno".
* Texto retirado do blog " sempre na luta"
Eleição 2010 segundo turno
O segundo turno e a revolução democrática no Brasil
Por Emiliano José - Jornalista, escritor e professor
O resultado do primeiro turno indica que toda a nossa militância política, a do PT e de todos os partidos aliados terá que ir à luta para garantir a continuidade da revolução democrática em andamento no Brasil, elegendo Dilma contra Serra. O governo Lula colocou em marcha essa revolução, depois da eleição de 2002. Não foi até agora um processo simples. Não o será daqui para frente. É, no entanto, uma revolução inédita no Brasil, e que, levada adiante, pode assegurar a construção de uma nação não só poderosa economicamente, como já o somos, como também, e sobretudo, uma nação justa, que modifique nossas tradicionais estruturas voltadas à concentração de renda e à desigualdade, ainda das maiores do mundo entre nós. Uma nação que democraticamente incorpore em profundidade a presença do povo brasileiro, que pense o desenvolvimento sempre em razão da maioria, e não voltado a atender aos interesses de uma minoria. Por tudo isso, será essencial que nos coloquemos todos em campo, insistindo na importância de levar adiante tal revolução.
Essa revolução, que será de longo curso, já quebrou alguns paradigmas. O primeiro deles, talvez, o de imaginar o glorioso dia da revolução, como muitos de nós imaginávamos acontecer, dia em que o paraíso se estabeleceria, e as estruturas antigas desmoronariam como que por encanto. Não pensávamos a longo prazo. Não pensávamos como Gramsci na guerra de posição. Imaginávamos sempre a guerra de movimento, a conquista do Palácio de Inverno. Advogávamos, muitos de nós, o corte abrupto, súbito, a tomada do poder, a ditadura do proletariado, e então, tudo se faria, com violência se fosse o caso, e sem democracia. Sob a democracia, então denominada burguesa, não seria possível promover transformações na vida do povo.
O governo Lula provou o contrário. A guerra de posição, se me permitem a metáfora, foi caminhando, e promovendo conquistas extraordinárias. E essas conquistas levaram sempre em conta as necessidades, os direitos do nosso povo, especialmente do nosso povo mais pobre. Depois de Vargas, este foi o primeiro governo a novamente pensar no povo brasileiro mais pobre, e o governo Lula, para ser verdadeiro, foi muito mais amplo no esforço de garantir a presença do povo brasileiro, e insista-se, do povo mais pobre, na dinâmica de desenvolvimento do País, à Celso Furtado, que é sempre bom lembrar os grandes pensadores, e Celso é um dos maiores deles. Aqui, a revolução democrática derrotava outro paradigma - o paradigma tecnocrático e com origem nas classes dominantes, de que era primeiro necessário crescer para depois então distribuir renda.
Vargas, para não sermos injustos, pensou um projeto de nação, e desenvolveu economicamente o País à base da idéia da inclusão dos trabalhadores urbanos, e não seria justo dizer, à FHC, que toda aquela experiência deveria ser negada sob o rótulo simplista de populismo. O governo Lula, no entanto, no leito da revolução democrática, foi muito além, e por isso incorporou à vida, à cidadania coisa de mais de 30 milhões de pessoas, retiradas da miséria absoluta, retiradas da condição do não ser. Incorporou com políticas públicas ousadas, enfrentando o apetite da grande burguesia, das classes dominantes, e até os preconceitos do esquerdismo infantil, que não aceita a melhoria das condições de vida do povo senão pelo processo do corte abrupto, como se esse corte fosse possível nas condições brasileiras. E enquanto ele não se dá, essa esquerda permanece imobilizada. A idéia, tão acalentada pela esquerda, da criação de um mercado de massas, concretizou-se sob o governo Lula, sob a revolução democrática em andamento.
Claro que essas transformações, efetivadas pelas políticas públicas em andamento, que vão do Bolsa Família à recuperação do salário mínimo, e passam pelo Luz para Todos, pelo Pronaf, pelo Prouni, para lembrar alguns aspectos dessas políticas, foram feitas à base da extraordinária coragem e determinação do presidente Lula e, também, de sua fantástica capacidade de negociação. E Lula, aqui, quebrava outro paradigma nosso, da esquerda: o de que tudo se conquista pelo confronto. Lula aprendeu, na vida sindical, e depois levou esse ensinamento para a política, que é sempre melhor uma boa negociação do que uma greve. Que a greve pela greve não interessa. Na política, nunca perdeu o rumo, nunca deixou de olhar para os mais pobres, em momento algum. Mas, soube dar um passo adiante, dois atrás, depois três adiante, tendo como objetivo a melhoria de condições de vida do nosso povo.
O governo Lula teve a coragem de colocar na agenda política brasileira as questões da luta pela igualdade racial, pela emancipação feminina, pelos direitos humanos e por um meio ambiente equilibrado, temas caros a uma esquerda renovada e democrática. Temas da revolução democrática. Recentemente, os direitos humanos, abrigados no Plano Nacional de Direitos 3, sofreram um bombardeio de setores conservadores, como se tal plano fosse apenas uma iniciativa do governo, e não resultado de uma ampla e democrática conferência nacional. E por falar nisso, outro aspecto colocado na agenda política pelo governo Lula foi o da participação popular. Contribuiu decisivamente para a realização de conferências nacionais que mobilizaram milhões de pessoas e que contribuem decisivamente para a elaboração das políticas públicas do governo. Na democracia atual, reclama-se o crescimento da participação direta. Não é mais possível pensar apenas no seu caráter representativo.
Quando falo da capacidade de negociação do presidente Lula, não desconheço sua ousadia quando necessário. Esses temas todos não são fáceis de serem apresentados à sociedade. Quando Lula vai, por exemplo, a uma conferência de LGBT, não só legitima o direito à diversidade, quanto enfrenta o pensamento conservador, que ainda tem força em nossa sociedade. Lula, mesmo que não tenha tido uma formação clássica de esquerda, foi ao longo da vida, e do governo, assumindo posições da esquerda contemporânea, tomando atitudes próprias de uma esquerda renovada. Foi ao longo do governo um extraordinário dirigente da revolução democrática em curso, que orgulhou a todos nós. Sobretudo porque, insisto, em momento algum vacilou em relação à prioridade das políticas públicas, que deveriam estar voltadas, como estiveram, para a melhoria das condições de vida do povo brasileiro.
Essa não é, como se sabe, como já disse, uma caminhada fácil. Chegar a isso exigiu muita luta. Confesso que alimentei ilusões de um debate de bom nível sobre o Brasil nessas eleições. Especialmente porque olhava para o passado de Serra, e imaginava que ele tentasse ser digno dele. Penso no passado de resistência à ditadura e de seu papel como ex-presidente da UNE. Até de sua capacidade de formulação intelectual. Enganei-me. Serra assumiu no primeiro turno posições próprias da extrema-direita, lamentavelmente. E escondeu o seu programa neoliberal, como escondeu o próprio Fernando Henrique Cardoso. Preferiu ser um udenista tardio, um Lacerda do novo milênio. Lacerda foi a tragédia, Serra a triste, melancólica farsa.
Quem sabe, no segundo turno ele consiga travar um debate de melhor nível. A mídia hegemônica, outra vez, aquela das três famílias, ou das poucas, reduzidas famílias, fez o que podia e o que não podia para desacreditar Dilma Rousseff, para apresentá-la como uma candidata sem condições, tentando sempre envolvê-la em escândalos. Dilma cresceu durante a campanha, desenvolveu sua capacidade de argumentação, enfrentou bem o seu principal adversário. Apresentou o programa da revolução democrática, baseada naquilo que foi realizado pelo governo Lula Agora é enfrentar o segundo turno com muita firmeza. Em duas eleições demonstramos nossa capacidade. E vamos também demonstrar nas deste ano.
O segundo turno permitirá uma discussão mais aprofundada do nosso projeto. Devemos dizer que a revolução democrática deve caminhar mais. Sempre e sempre com base na democracia, na participação cada vez mais consciente do nosso povo, e não apenas nas eleições, mas também nestas, sempre. Insistir que nosso projeto pretende garantir mais e mais a distribuição de renda. Combater a desigualdade social profunda que ainda nos afeta. Ir fundo na revolução educacional iniciada nos primeiros oito anos. Assegurar o desenvolvimento sustentável. Crescimento econômico a taxas altas não pode nos inebriar e nos levar a uma política que não leve em conta a importância da preservação do meio ambiente. Enfrentar de peito aberto, com firmeza e capacidade, a questão urbana brasileira, especialmente a das médias e grandes metrópoles, que condensam nossos principais problemas nos dias de hoje.
Segundo turno é outra eleição, costuma se dizer, e com razão. Não está posto que os votos dados a Marina, mesmo que eventualmente o PV venha a apoiar Serra ou que Marina também o faça, se transfiram para o candidato tucano. Seguramente, tais votos têm um claro pendor progressista, ao menos uma grande parcela deles. E penso tendem a migrar em sua maioria para a candidatura Dilma. Ou, dito de outra forma, tendem a optar pela revolução democrática em andamento no Brasil. Claro que isso pode parecer apenas expressão do meu pensamento desejoso, e de alguma forma o é. Mas, também, é parte da análise de outras situações de segundo turno.
O povo brasileiro adiou a sua decisão, quem sabe para avaliar melhor o quadro, como o fez nas duas eleições de Lula. E agora, como agiu em relação a Lula, penso, no segundo turno também elegerá Dilma para não perder tudo que conquistou ao longo dos oito anos de governo Lula. Nossa militância, no entanto, sabe que deverá estar nas ruas, defendendo com toda firmeza o nosso projeto, a revolução democrática que está mudando a vida do povo brasileiro.
Publicado na Agência Carta Maior (03/10/2010)
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3016-3521
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* Texto enviado a mim por email, pelo Professor Penildo Oliveira
Por Emiliano José - Jornalista, escritor e professor
O resultado do primeiro turno indica que toda a nossa militância política, a do PT e de todos os partidos aliados terá que ir à luta para garantir a continuidade da revolução democrática em andamento no Brasil, elegendo Dilma contra Serra. O governo Lula colocou em marcha essa revolução, depois da eleição de 2002. Não foi até agora um processo simples. Não o será daqui para frente. É, no entanto, uma revolução inédita no Brasil, e que, levada adiante, pode assegurar a construção de uma nação não só poderosa economicamente, como já o somos, como também, e sobretudo, uma nação justa, que modifique nossas tradicionais estruturas voltadas à concentração de renda e à desigualdade, ainda das maiores do mundo entre nós. Uma nação que democraticamente incorpore em profundidade a presença do povo brasileiro, que pense o desenvolvimento sempre em razão da maioria, e não voltado a atender aos interesses de uma minoria. Por tudo isso, será essencial que nos coloquemos todos em campo, insistindo na importância de levar adiante tal revolução.
Essa revolução, que será de longo curso, já quebrou alguns paradigmas. O primeiro deles, talvez, o de imaginar o glorioso dia da revolução, como muitos de nós imaginávamos acontecer, dia em que o paraíso se estabeleceria, e as estruturas antigas desmoronariam como que por encanto. Não pensávamos a longo prazo. Não pensávamos como Gramsci na guerra de posição. Imaginávamos sempre a guerra de movimento, a conquista do Palácio de Inverno. Advogávamos, muitos de nós, o corte abrupto, súbito, a tomada do poder, a ditadura do proletariado, e então, tudo se faria, com violência se fosse o caso, e sem democracia. Sob a democracia, então denominada burguesa, não seria possível promover transformações na vida do povo.
O governo Lula provou o contrário. A guerra de posição, se me permitem a metáfora, foi caminhando, e promovendo conquistas extraordinárias. E essas conquistas levaram sempre em conta as necessidades, os direitos do nosso povo, especialmente do nosso povo mais pobre. Depois de Vargas, este foi o primeiro governo a novamente pensar no povo brasileiro mais pobre, e o governo Lula, para ser verdadeiro, foi muito mais amplo no esforço de garantir a presença do povo brasileiro, e insista-se, do povo mais pobre, na dinâmica de desenvolvimento do País, à Celso Furtado, que é sempre bom lembrar os grandes pensadores, e Celso é um dos maiores deles. Aqui, a revolução democrática derrotava outro paradigma - o paradigma tecnocrático e com origem nas classes dominantes, de que era primeiro necessário crescer para depois então distribuir renda.
Vargas, para não sermos injustos, pensou um projeto de nação, e desenvolveu economicamente o País à base da idéia da inclusão dos trabalhadores urbanos, e não seria justo dizer, à FHC, que toda aquela experiência deveria ser negada sob o rótulo simplista de populismo. O governo Lula, no entanto, no leito da revolução democrática, foi muito além, e por isso incorporou à vida, à cidadania coisa de mais de 30 milhões de pessoas, retiradas da miséria absoluta, retiradas da condição do não ser. Incorporou com políticas públicas ousadas, enfrentando o apetite da grande burguesia, das classes dominantes, e até os preconceitos do esquerdismo infantil, que não aceita a melhoria das condições de vida do povo senão pelo processo do corte abrupto, como se esse corte fosse possível nas condições brasileiras. E enquanto ele não se dá, essa esquerda permanece imobilizada. A idéia, tão acalentada pela esquerda, da criação de um mercado de massas, concretizou-se sob o governo Lula, sob a revolução democrática em andamento.
Claro que essas transformações, efetivadas pelas políticas públicas em andamento, que vão do Bolsa Família à recuperação do salário mínimo, e passam pelo Luz para Todos, pelo Pronaf, pelo Prouni, para lembrar alguns aspectos dessas políticas, foram feitas à base da extraordinária coragem e determinação do presidente Lula e, também, de sua fantástica capacidade de negociação. E Lula, aqui, quebrava outro paradigma nosso, da esquerda: o de que tudo se conquista pelo confronto. Lula aprendeu, na vida sindical, e depois levou esse ensinamento para a política, que é sempre melhor uma boa negociação do que uma greve. Que a greve pela greve não interessa. Na política, nunca perdeu o rumo, nunca deixou de olhar para os mais pobres, em momento algum. Mas, soube dar um passo adiante, dois atrás, depois três adiante, tendo como objetivo a melhoria de condições de vida do nosso povo.
O governo Lula teve a coragem de colocar na agenda política brasileira as questões da luta pela igualdade racial, pela emancipação feminina, pelos direitos humanos e por um meio ambiente equilibrado, temas caros a uma esquerda renovada e democrática. Temas da revolução democrática. Recentemente, os direitos humanos, abrigados no Plano Nacional de Direitos 3, sofreram um bombardeio de setores conservadores, como se tal plano fosse apenas uma iniciativa do governo, e não resultado de uma ampla e democrática conferência nacional. E por falar nisso, outro aspecto colocado na agenda política pelo governo Lula foi o da participação popular. Contribuiu decisivamente para a realização de conferências nacionais que mobilizaram milhões de pessoas e que contribuem decisivamente para a elaboração das políticas públicas do governo. Na democracia atual, reclama-se o crescimento da participação direta. Não é mais possível pensar apenas no seu caráter representativo.
Quando falo da capacidade de negociação do presidente Lula, não desconheço sua ousadia quando necessário. Esses temas todos não são fáceis de serem apresentados à sociedade. Quando Lula vai, por exemplo, a uma conferência de LGBT, não só legitima o direito à diversidade, quanto enfrenta o pensamento conservador, que ainda tem força em nossa sociedade. Lula, mesmo que não tenha tido uma formação clássica de esquerda, foi ao longo da vida, e do governo, assumindo posições da esquerda contemporânea, tomando atitudes próprias de uma esquerda renovada. Foi ao longo do governo um extraordinário dirigente da revolução democrática em curso, que orgulhou a todos nós. Sobretudo porque, insisto, em momento algum vacilou em relação à prioridade das políticas públicas, que deveriam estar voltadas, como estiveram, para a melhoria das condições de vida do povo brasileiro.
Essa não é, como se sabe, como já disse, uma caminhada fácil. Chegar a isso exigiu muita luta. Confesso que alimentei ilusões de um debate de bom nível sobre o Brasil nessas eleições. Especialmente porque olhava para o passado de Serra, e imaginava que ele tentasse ser digno dele. Penso no passado de resistência à ditadura e de seu papel como ex-presidente da UNE. Até de sua capacidade de formulação intelectual. Enganei-me. Serra assumiu no primeiro turno posições próprias da extrema-direita, lamentavelmente. E escondeu o seu programa neoliberal, como escondeu o próprio Fernando Henrique Cardoso. Preferiu ser um udenista tardio, um Lacerda do novo milênio. Lacerda foi a tragédia, Serra a triste, melancólica farsa.
Quem sabe, no segundo turno ele consiga travar um debate de melhor nível. A mídia hegemônica, outra vez, aquela das três famílias, ou das poucas, reduzidas famílias, fez o que podia e o que não podia para desacreditar Dilma Rousseff, para apresentá-la como uma candidata sem condições, tentando sempre envolvê-la em escândalos. Dilma cresceu durante a campanha, desenvolveu sua capacidade de argumentação, enfrentou bem o seu principal adversário. Apresentou o programa da revolução democrática, baseada naquilo que foi realizado pelo governo Lula Agora é enfrentar o segundo turno com muita firmeza. Em duas eleições demonstramos nossa capacidade. E vamos também demonstrar nas deste ano.
O segundo turno permitirá uma discussão mais aprofundada do nosso projeto. Devemos dizer que a revolução democrática deve caminhar mais. Sempre e sempre com base na democracia, na participação cada vez mais consciente do nosso povo, e não apenas nas eleições, mas também nestas, sempre. Insistir que nosso projeto pretende garantir mais e mais a distribuição de renda. Combater a desigualdade social profunda que ainda nos afeta. Ir fundo na revolução educacional iniciada nos primeiros oito anos. Assegurar o desenvolvimento sustentável. Crescimento econômico a taxas altas não pode nos inebriar e nos levar a uma política que não leve em conta a importância da preservação do meio ambiente. Enfrentar de peito aberto, com firmeza e capacidade, a questão urbana brasileira, especialmente a das médias e grandes metrópoles, que condensam nossos principais problemas nos dias de hoje.
Segundo turno é outra eleição, costuma se dizer, e com razão. Não está posto que os votos dados a Marina, mesmo que eventualmente o PV venha a apoiar Serra ou que Marina também o faça, se transfiram para o candidato tucano. Seguramente, tais votos têm um claro pendor progressista, ao menos uma grande parcela deles. E penso tendem a migrar em sua maioria para a candidatura Dilma. Ou, dito de outra forma, tendem a optar pela revolução democrática em andamento no Brasil. Claro que isso pode parecer apenas expressão do meu pensamento desejoso, e de alguma forma o é. Mas, também, é parte da análise de outras situações de segundo turno.
O povo brasileiro adiou a sua decisão, quem sabe para avaliar melhor o quadro, como o fez nas duas eleições de Lula. E agora, como agiu em relação a Lula, penso, no segundo turno também elegerá Dilma para não perder tudo que conquistou ao longo dos oito anos de governo Lula. Nossa militância, no entanto, sabe que deverá estar nas ruas, defendendo com toda firmeza o nosso projeto, a revolução democrática que está mudando a vida do povo brasileiro.
Publicado na Agência Carta Maior (03/10/2010)
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* Texto enviado a mim por email, pelo Professor Penildo Oliveira
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